Guilherme Mariano Pego
Cardiologia é a especialidade médica que se ocupa do diagnóstico e tratamento das doenças que acometem o coração bem como os outros componentes do sistema circulatório.
O médico especialista nessa área é o cardiólogo
Risco Cardiovascular
Chama-se fator de risco cardiovascular o elemento ou característica associado ao risco (ou probabilidade) de ocasionar uma doença no coração ou nas artérias e veias. Na prática o termo é mais usado nas situações envolvidas na progressão da aterosclerose e determinação dos fatores causais de um infarto agudo do miocárdio.
Situações de Alerta
Uma vez cuidando dos fatores de risco, deverá haver uma estratégia de pesquisa da doença. De tempos em tempos, em geral uma vez ao ano, poderão ser feitos exames de triagem de doenças cardíacas, a ser determinados pelo médico. Além disto, quando, a critério da pessoa, ela passe a ter sintomas que a preocupem, pode também buscar orientação. Se um indivíduo passa a ter dor no peito e isto o preocupa, deve procurar ajuda. São exemplo de situações de alerta:
► Surgimento de dor no peito, ou mudança de intensidade e frequência de dor que já ápresentava.
► Surgimento ou agravamento de falta de ar.
► Surgimento ou agravamento de sintomas relacionados aos batimentos cardíacos, como sensações de palpitações.
Factores de Risco Maior
Também chamados de factores de risco clássicos. São situações em que há concordância entre os estudiosos quanto a sua participação. São eles:
Idade - A ateroclerose aumenta com a idade Quanto mais velha a população, maior o risco cardiovascular.
Sexo. O sexo masculino tem risco maior que o sexo feminino, sempre que os demais fatores de risco sejam iguais.
História Familiar.Considera-se como história familiar quando um dos pais ou irmãos apresentou aterosclerose coronariana (Infarto ou angina) ou cerebral (Acidente vascular cerebral) precoce. Precoce significa antes dos 65 anos para mulheres e antes dos 55 anos para homens.
Diabetes Mellitus - A ocorrência de doença cardiovascular nos diabéticos não tratados é bem maior que nos não diabéticos.
Pressão Arterial - O risco de doenças cardiovasculares e pressão arterial é contínuo, não existindo um nível de pressão onde não possa ocorrer a doença. Para fins práticos, se identificam "níveis de corte", que são valores a partir dos quais passa a valer a pena intervir, ou seja, os benefícios de baixar a pressão arterial são maiores que os malefícios (Hipertensão Arterial). Este níveis dependem de vários outros fatores, que determinam o contexto clínico da pessoa.
Colesterol - A quantidade total de colesterol no sangue e a distribuição dele nas várias lipoproteínas que o transportam, tem grande influência no risco cardiovascular. O risco também é contínuo, conforme a pressão arterial, e a filosofia do momento de tratamento é a mesma (Dislipidemia).
Fumo - O tabagismo é um dos poucos fatores de risco "por opção". O risco é igualmente contínuo com o nível de consumo, sem existir nivel seguro, abaixo do qual não ocorre a doença.
Actividade física - Igualmente aqui o risco é contínuo. Quanto menor a atividade maior é o risco. O maior risco é no chamado sedentarismo. A tendência é considerar sedentário o indivíduo que, somando as atividades, se exercita menos de 30 minutos por dia.